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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

para a Luisinha, que não sabe o que é um ZX Spectrum

Não o pedi muito, mas ele apareceu-me em casa e eu gostei da ideia.
De vez em quando, se não houvesse nada mais interessante para fazer, lá se passava uma tarde a beber copos de leite com Nesquik, enquanto se esperava que o jogo entrasse, através de um leitor de cassetes comprado na Rádio Popular do Porto (a única que havia, com um certo ar suspeito, mas sempre cheia de gente, numa rua pouco bonita).
Gastava-se quinze minutos a meia hora (às vezes mais) e, se não corresse bem, teríamos que rebobinar a cassete e concentrar as nossas esperanças para que numa segunda ou terceira tentativa daquele misterioso processo (quase espiritual) nada corresse mal.
Depois, para não termos que nos submeter novamente ao incerto, passava-se o resto da tarde a jogar o mesmo jogo ...até não haver paciência para mais.
O meu era assim (o mais básico):


Tempos mais tarde, apareceu um assim em casa dos meus amigos de infância:


...mas já nem lhe ligávamos muito.
Era mais fiável. Geralmente o jogo entrava à primeira.
...Mas quem é que ainda queria jogar Spectrum nessa altura?
Eu, pelo menos, tenho a ideia de que me entretinha mais a andar de bicicleta. E depois veio a época do "amarelo", antes ainda de começar a dar uso ao IBM PS2 (a 256K, imagine-se!! - semelhante ao da imagem) que intermitentemente saía da caixa, sem sequer ter um lugar fixo em casa.




Por essa altura, havia quem ainda usasse Spectrums, com disquetes e tudo.



...mas eu sinto-me feliz por não me ter fixado no mundo do jogo.

E mais feliz me senti ainda quando entrei no mundo dos verdadeiros computadores pessoais (cada vez mais baratos, cada vez melhores).