quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

como a um espelho

(...)

Esse rapaz as suas próprias veias
o amarram à manhã.
Não me olhar ele ateia-me. Pequenos
incêndios, os da abóbada
do poema, arrancam-lhe a nudez.
Está alguém ao poema como a um espelho.


"Atrás da Página"
Luís Miguel Nava, in Poesia Completa

Sem comentários:

Enviar um comentário